Venda de imóveis novos em São Paulo registrou queda de 57,3% em março de 2014



  

São Pauloregistrou o menor percentual de vendas de imóveis residenciais novos dos últimos dez anos. O Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) informou que foram comercializados 1.744 unidades em março, o que representa uma queda de 57,3% em relação ao mesmo mês de 2013. E isso não é de hoje, já que nos primeiros meses também foram registradas diminuições no volume de vendas. Em fevereiro, por exemplo, foram vendidas 981 unidades, o que representa uma queda de 49,1% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

O indicador de vendas sobre oferta (VSO), medidor das unidades comercializadas em relação à oferta de imóveis foi de 8,2%, mostrando uma recuperação em relação aos primeiros meses de 2014. Para se ter uma ideia em janeiro e fevereiro, o percentual foi de 5,2% e 5%, respectivamente. O indicador também é um dos menores da história, já que sua média é de 11,8%.

Em nota o Secovi – SP afirmou “O mercado de imóveis novos residenciais na cidade de São Paulo apresentou sinais de recuperação em março, diante de janeiro e fevereiro. O resultado, porém, ficou aquém dos excelentes números de março de 2013”. Na ocasião foram lançados grandes empreendimentos residenciais, que elevaram o número de vendas, que não foram mantidas neste ano. O Secovi também afirmou que esta não é uma situação para se desesperar e que não haverá bolha imobiliária.





Alguns motivos foram determinantes para a situação atual, entre eles estão as incertezas acerca do mercado, os rumos da economia, as exigências para construir e o encarecimento dos terrenos. Outros motivos também geraram as incertezas, como a perspectivas de queda do Produto Interno Bruto (PIB), pressão inflacionária, além das variações da época do ano.

Com a baixa nas vendas é possível que os preços dos imóveis e as condições se tornem mais atraentes, o que pode voltar a aquecer o mercado. Resta esperar para se saber como o mercado irá se comportar e que rumo irá tomar. 

Por Robson Quirino de Moraes



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