Comprar Imóvel na Planta, Usado ou Alugar – O Que é Melhor?



  

Veja qual a forma de negociação mais vantajosa para comprar imóveis, considerando o cenário atual.

Se você está pensando em comprar um imóvel, já deve ter pensado sobre isso. É possível comprar um imóvel novo tendo despesas com a decoração, mas garantia de instalações novas em folha. Comprar na planta costuma oferecer valores que enchem os olhos, mas para quem quer se mudar de imediato, talvez não seja uma boa ideia. Adquirindo um imóvel usado, os dois gargalos anteriores se dissolvem, sendo que com as taxas de juros atrativas, o financiamento pode ser uma boa ideia. Então, diante de todas essas opções, qual é o modo mais adequado de escolher a forma ideal de adquirir um imóvel? Isso depende.

Em 2017, estima-se que a taxa de juros caia, marcando previsão de 7,5%, isso torna a ideia de investimento um tanto quanto atraente, mas é preciso considerar também que essa forma de negociação conta com um risco: você está comprando algo que ainda não existe concretamente. Você deve lembrar que para fazer esse tipo de aquisição deve encontrar uma empresa séria, já que a obra pode ser atrasada, embargada ou nem chegar a ser entregue, no pior dos casos.

Dentro do período dos últimos 12 meses, metade dos contratos de imóveis de médio e alto padrão foram desfeitos, isso significa que as incorporadoras estão passando por um momento complicado para entregar seus resultados. Outro ponto importante acerca dessa negociação que costuma ser desconsiderado é o valor que das prestações fixas determinadas pelo fluxo de caixa. Esse valor é o pagamento feito para entrega das chaves. Ele costuma ser alto, mas esquecido no calor da negociação.

O INCC (Índice Nacional de Custo da construção) tem parcelas corrigidas em períodos mensais. Essas correções por mês podem causar uma grande alteração no valor final. Existem casos de pessoas que assinam o contrato para adquirir casas e/ou apartamentos, num valor x, sendo que um pouco antes da conclusão da obra para entrega, o valor estará mais de 10% mais caro em cima do valor x inicial.

Isso acontece porque quando os consumidores procuram as incorporadoras, através de stands, por exemplo, o volume de vendas do empreendimento estão baixos, não ultrapassando 50%. Então, quando acontece a simulação da contratação, o valor estimado é diferenciado.





Caso houvesse a aquisição de um imóvel similar diante do cenário atual, o valor desembolsado para o pagamento ainda seria menor que a simulação realizada, digamos, há três anos atrás, por conta do fluxo da obra.

Para quem sofreu esse transtorno de esperar por um imóvel que, no fim das contas, saiu ainda mais caro que adquirir um imóvel pronto, ainda que usado, além de causar mais dor de cabeça.

Uma vantagem de optar pelo imóvel usado é a margem que existe para negociação. A crise econômica fez com que os vendedores ficassem em uma situação delicada, sendo mais suscetível a ofertas. É o caso de proprietários que aceitam permutas com outros imóveis de porte menor, além de outros bem, como carros, por exemplo. Contudo, se um imóvel é antigo e exige uma grande reforma, pode ser que não compense adquirí-lo, por conta do investimento para tornar os ambientes adequados e/ou confortáveis. Outros pontos que precisam ser considerados: status da documentação do imóvel; reparos necessitados pelo condomínio.

Se você deseja comprar um imóvel, mas não precisa mudar-se imediatamente, esperar uma oportunidade é o melhor investimento para você. Em tempos como os atuais, de crise, a estabilidade está comprometida, portanto há risco de desemprego e mudança de cenário econômico. Por isso, você deve pensar se adquirir um compromisso de tão longo prazo não é um risco muito grande para ser assumido neste momento.

Carolina B.



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