Nos últimos 12 meses, o IGP-M, chamado de inflação do aluguel, acumula alta de 7,36% e a tendência é que continue subindo até o final deste ano.

A inflação do aluguel continua subindo e sacrificando ainda mais os brasileiros que ainda não possuem a casa própria. Nos últimos 12 meses a inflação do aluguel acumulou uma alta de 7,36% e a tendência é que continue subindo até o final do ano.

Para complicar a situação destes brasileiros, está ficando cada vez mais difícil adquirir a casa própria, os empréstimos estão mais raros e os juros mais altos. Na hora de escolher entre sair do aluguel para comprar a casa própria, é preciso pensar muito e fazer bastantes cálculos para não ter surpresas desagradáveis mais adiante.

Neste mês de agosto, com a economia apresentando queda generalizada e as pessoas evitando novos contratos, o IGP-M acabou perdendo um pouco de sua força e ficou em 0,65%.

O IGP-M – Índice Geral de Preços, é chamado por muitos como a "inflação do aluguel" uma vez que os reajustes dos aluguéis, em sua grande maioria, são reajustados tendo o IGP-M como base. Apesar de ter perdido força em agosto, a inflação do aluguel nos últimos 12 meses continua alta e sacrificando quem tem que renovar seu contrato de aluguel agora ou vai precisar alugar um imóvel.

A FGV – Fundação Getúlio Vargas – informou que o indicador chegou a acumular 7,36% nestes últimos 12 meses e para este ano, o índice já chegou a 5,16%.

Um dos fatores que contribuíram para fazer o IGP-M cair foi o IPA – Índice de Preços ao Produtor Amplo, que é um índice que faz a medição dos preços no atacado. Ele é utilizado para fazer os cálculos do IGP-M e teve uma variação negativa que chegou a 0,06%. Em julho, o IPA tinha apresentado um avanço de 0,56%.

O IPC – Índice de Preços ao Consumidor – é considerado como "inflação do varejo" e este índice também é aplicado no cálculo do IGP-M e teve uma variação de 0,14% sendo que em julho ficou em 0,48%.

O INCC – Índice Nacional de Custo da Construção – tem um peso bem abaixo dos outros índices, mas também ajuda a calcular a inflação do aluguel e ele ficou abaixo do esperando, com uma variação de 0,94%.

Por Russel

Inflação do aluguel

Foto: Divulgação


Queda registrada foi de 16% no primeiro semestre deste ano. O valor destinado à aquisição e construção de imóveis ficou bem abaixo do primeiro semestre de 2014.

O cenário econômico brasileiro não tem sido favorável a novos investimentos e muito menos à aquisição de novos empréstimos, principalmente no que diz respeito a empréstimos para a compra ou construção de imóveis e, por isso, o financiamento imobiliário apresentou uma queda de 16% no primeiro semestre do ano.

O volume dos empréstimos realizados chegou a R$ 5,9 bilhões no mês de junho e em comparação ao mês de maio, teve um aumento de 5,1%, porém, em comparação ao mesmo período de 2014, a queda registrada foi de 35,6%.

A informação foi divulgada pela Abecip – Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário, nesta última quarta-feira (05) e mostrou a situação preocupante também neste setor. Apesar do aumento entre os meses de maio e junho, este volume ficou abaixo de todos os demais, desde fevereiro de 2013, quando foi registrado um volume de R$ 5,8 bilhões para o crédito imobiliário.

De acordo com a própria Acebip, um dos motivos que levou a este baixo desempenho foram as medidas que alguns agentes de mercado adotaram, pois foram medidas restritivas, uma vez que houve redução também nos recursos da poupança.

No primeiro semestre deste ano, o valor destinado à aquisição e construção de imóveis ficou bem abaixo do primeiro semestre de 2014, chegando a ficar 15,8% abaixo do valor que foi destinado no ano passado neste mesmo período.

Foram destinados recursos para construção e também para aquisição de um total de 25,6 mil imóveis só no mês de junho, mas ainda assim, o resultado ficou 40,6% abaixo do que foi registrado no mesmo mês em 2014. Já em comparação ao mês de maio deste ano, houve um crescimento de 26,3% no montante de imóveis que foram financiados.

Já no período do primeiro semestre deste ano, mais de 200 mil imóveis puderam ser financiados e em relação ao primeiro semestre do ano passado, a queda foi de 22,1%.

No período de 12 meses, indo até junho deste ano, o total de imóveis financiados foi de 481,5 mil, apresentando uma redução de 11,1% em comparação aos 12 meses anteriores.

Por Russel

Financiamento imobiliário


Queda atinge o patamar de 4,94%. As cidades onde os imóveis ficaram mais acessíveis em termos de preço foram Brasília, Curitiba e Niterói.

Um estudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, a Fipe, mostrou que o preço médio dos imóveis no Brasil já registra uma queda real em 2015. Ao todo, essa pesquisa destaca que essa queda já chega a 4,94%, incluindo nessa taxa o desconto da inflação. Vale destacar que esse resultado é obtido através do índice FipeZap. Tal índice monitora o preço de imóveis em nada menos que 20 cidades brasileiras.

O índice FipeZap, que serviu de base para a pesquisa aqui citada, mostrou que houve uma alta de 1,51% nos preços dos imóveis. Porém, entre janeiro e julho de 2015 a inflação registrou 6,79% de acúmulo. Portanto, esse é o grande resultado da queda real de 4,94% nos preços dos imóveis.

A maioria absoluta das cidades pesquisadas apenas conseguiu aumentos abaixo da inflação. A grande exceção ficou por conta de Florianópolis, haja vista o aumento de 9,24%. Dentre as cidades com as maiores quedas nominais, ou seja, os lugares do Brasil onde os imóveis ficaram mais acessíveis em termos de preço foram Brasília, Curitiba e Niterói.

E a tendência de queda não parou, pois em julho foi registrada uma alta de 0,13% em comparação com junho. Portanto, trata-se de um novo aumento que é inferior a subida da inflação, pois a mesma registrou aumento de 0,58% de junho para julho. Com isso, estamos falando de uma queda real nos preços pelo nono mês consecutivo.

Com os resultados apresentados aqui, o valor médio em relação ao metro quadrado nas 20 cidades que fazem parte da FipeZap foi de R$ 7.614 no mês de julho. Rio de Janeiro ainda lidera a lista das cidades com o maior valor médio do metro quadrado com R$ 10.631. A cidade de São Paulo, por sua vez, ocupa a segunda posição da lista com valor médio de R$ 8.602. Em contrapartida, as cidades que registraram os menores preços foram Contagem e Goiânia com R$ 3.568 e R$ 4.183, respectivamente.

Por Bruno Henrique

Preço dos imóveis


Preço médio do metro quadrado dos imóveis registrou queda real de 4,45% no 1º semestre de 2015.

De acordo com o Índice FipeZap, o preço médio do metro quadrado dos imóveis apresentou queda no primeiro semestre do ano. Segundo o índice, a queda de janeiro a junho foi de 4,45%.

A queda real ocorre quando a alta no preço médio de um imóvel está abaixo da alta generalizada de preços que é medida através de índices inflacionários, como o IPCA.   

No primeiro semestre, os preços dos imóveis sofreram uma alta de 1,38%, variação que está bem abaixo da inflação no período, que é de 6,10%, segundo o IBGE. No acumulado dos últimos 12 meses, encerrados no mês de junho, os valores subiram 4,52%, bem abaixo dos 8,82% do IPCA para o período.  O índice também apresenta, pela oitava vez consecutiva, queda real na variação de preços mensal. A expectativa é que o IPCA tenha alta de 0,72% para o mês, enquanto o metro quadrado fica em 0,13%.    

Quando analisadas as cidades, no acumulado de 2015, apenas a cidade de Florianópolis, entre as 20 analisadas, obteve o preço dos imóveis acima da inflação. As outras 19 cidades registraram variações menores do que a inflação. Brasília, Curitiba e Niterói tiveram uma queda nos preços no primeiro semestre de 2015.

Entre as cidades analisadas, o Rio de Janeiro continua registrando o metro quadrado com o valor mais alto.   

Confira a cidade e o preço médio do metro quadrado (em reais):

– Rio de Janeiro – 10.643; 

– São Paulo – 8.593; 

– Brasília – 7.969; 

– Niterói – 7.684; 

– Média Nacional – 7.608; 

– Florianópolis – 6.178; 

– Recife – 6.018; 

– Belo Horizonte – 5.914; 

– São Caetano do Sul – 5.701; 

– Fortaleza – 5.681; 

– Porto Alegre – 5.405; 

– Campinas – 5.258; 

– Vitória – 5.229; 

– Curitiba – 5.161; 

– Santo André – 4.999; 

– Santos – 4.900; 

– São Bernardo do Campo – 4.709; 

– Salvador – 4.639; 

– Vila Velha – 4.254; 

– Goiânia – 4.162; 

– Contagem – 3.550.

O indicador elaborado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) em parceria com o site Zap Imóveis, analisa os preços do metro quadrado dos imóveis que são anunciados no ambiente online, que totalizam mais de 290 mil por mês. Outros dados de anúncios online também são utilizados para elaborar o indicador.

Por William Nascimento

Preços dos imóveis


Cenário atual é otimista para quem deseja utilizar o crédito imobiliário.

O cenário atual está otimista para quem deseja utilizar o crédito imobiliário. A expectativa é a expansão do mercado de crédito imobiliário do Banco Central, que se confirmada revelará um dos maiores desaquecimentos do setor. No ano de 2003, o mercado imobiliário registrou uma alta de 8,81%. A previsão feita por Maciel se dá em um momento de arrefecimento econômico e grande alta dos juros.

Na última terça-feira, dia 23, uma projeção atualizada foi divulgada por Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central. Nela a estimativa de crescimento é de 9%. A estimativa anterior chegava aos 11%.

Para seguir as revisões metodológicas, o BC prefere se ater a uma série mais recente. Durante entrevista a jornalistas, Maciel citou as expansões verificadas desde o ano de 2008, onde uma crise financeira atingiu todo o mundo.

Naquele ano, o crédito teve um avanço de 30,7% e em 2009 como reflexo da turbulência que o mundo havia sofrido, houve uma queda para 15,1%. Em 2010, uma pequena retomada no crescimento ocorreu e os financiamentos para imóveis chegaram aos 20,6%.

Desde esse ano, as quedas foram constantes: 18,8% no ano de 2011, 16,4% em 2010, 14,5% durante 2013 e 11,3% no último ano.

O último relatório do Global Property Guide divulgado na semana passada, cita: “O espetacular boom da moradia no Brasil parece terminado”. Segundo o relatório, os preços de moradia subiram 113% em São Paulo e no Rio de Janeiro, 144%. Mas o cenário mudou nos últimos 12 meses, até o mês de março. Os preços trocaram de direção e caíram 1,12% em São Paulo, incluindo o ajuste inflacionário.

A queda do número de inscritos para adquirir o crédito imobiliário pode ser um mau sinal para quem oferece os serviços, mas com certeza é uma excelente chance para quem deseja financiar seu imóvel. Com os pedidos em queda, a expectativa é uma aprovação maior dos créditos. Hora de reavaliar se não é o momento de aproveitar a crise e financiar a tão sonhada casa própria.

Por Patrícia Generoso

Crédito imobiliário

Foto: Divulgação


Abril foi o 2º mês seguido de alta nas vendas e lançamentos de imóveis na cidade de São Paulo. Porém, o Secovi-SP reduziu as projeções para 2015, acreditando em um recuo entre 15% e 20% nas vendas.

Segundo o Secovi-SP, sindicato da habitação, as vendas e lançamentos de imóveis na cidade de São Paulo subiram no mês de abril. Este é o segundo mês seguido de alta. No entanto, o sindicato reduziu as projeções para o ano de 2015. Agora, o Secovi tem uma projeção de recuo entre 15% a 20% nas vendas em 2015.   A previsão anterior do sindicato era de estabilidade a avanço de até 10% em 2015. Com a nova previsão deve haver um recuo de 17,3 mil a 18,4 mil unidades em relação ao ano de 2014. Em relação aos lançamentos, o sindicato projetou uma queda significativa de 23% a 25% perante 2014, em um intervalo de 25,5 mil a 26,2 mil unidades. No começo do ano, em fevereiro, o Secovi-SP afirmou que a expectativa de recuo girava em torno de 10%.   

No mês de abril, as vendas cresceram 1,8%, a 2.185 unidades, na comparação anual, de acordo com o que informou o Secovi-SP nesta terça-feira (09). Em relação a março, o aumento foi de 72,5%.   

Em nota, o sindicato afirmou que apesar de dois meses seguidos de crescimento nas vendas, ainda é muito cedo para afirmar que o mercado de imóveis em São Paulo esteja se recuperando. Ao analisar a soma dos valores de vendas (VGV) o resultado é de R$ 884,2 milhões, um recuo anual de 37,2%. No entanto, este número representa uma alta de 30,8% em relação ao mês de março.   

Ainda segundo os dados do Secovi, a média dos valores dos imóveis vendidos foi de R$ 405 mil, bem abaixo dos R$ 655 mil há um ano. Os dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), mostram que os lançamentos obtiveram uma alta anual de 28,2%, para 3.023 unidades. Ao comparar com o mês de março, o número tem uma alta de 291,1%.   O estoque de imóveis na capital paulista também está elevado. No fim de abril deste ano, este número chegou a 28.021 unidades, o que equivale a cerca de 23 meses de vendas. O ano de 2014 terminou com um estoque de imóveis não vendidos de 27,3 mil unidades. Este é o pior desempenho neste quesito para o mercado imobiliário paulistano na última década.

Por William Nascimento

Imóveis em SP

Fotos: Divulgação





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