A Caixa fez mudanças no financiamento de imóveis, ao financiar, por intermédio do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), imóveis com o valor de até R$ 3 milhões, diferentemente do que ocorria anteriormente.

Apesar das controvérsias, a partir do dia 25/07/2016, algumas mudanças no setor imobiliário serão implantadas pela Caixa Econômica Federal, no que diz respeito ao financiamento da casa própria.

A Caixa fará uma mudança no financiamento de imóveis, ao financiar, por intermédio do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), imóveis com o valor de até R$ 3 milhões, diferentemente do que ocorria até aqui.

De acordo com alguns especialistas, essa atitude teria como finalidade oxigenar a economia e principalmente o setor imobiliário, já que há um grande potencial de compra de imóveis nesse segmento, até então desprezado por motivos técnicos e políticos.

Dados revelam o flagrante enfraquecimento do setor imobiliário brasileiro, que diminuiu em cerca de 54% o número de lançamentos de imóveis e cerca de 18% o número total de vendas no último ano.

E com a queda nas exportações, e com a renda média do brasileiro 4,6% menor (cerca de R$ 2.405), a solução seria apostar em segmentos mais propensos a investir em imóveis caros.

Os números da mudança no setor imobiliário:

Nessa nova política para o setor imobiliário, o percentual de financiamento pelo SFI, para a compra de imóveis usados passaria dos atuais 60% para 70% do valor dos imóveis.

Já para a compra de imóveis e terrenos novos, bem como construção em terreno do próprio financiador, o percentual de financiamento passaria dos atuais 70% para 80% de imóveis acima de R$ 750 mil.

Com essa mudança no financiamento de imóveis, o interessado só precisaria arcar integralmente com 20% ou 30% do valor do imóvel, enquanto a Caixa se incumbiria de financiar os outros 70% a 80% restantes.

Para o Vice-Presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal, Eduardo Aroeira, “as mudanças vêm em boa hora, já que as expectativas e o otimismo das pessoas têm melhorado”.

Para o Presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção, José Carlos Martins, “o humor está começando a mudar”. “Mais visitas aos plantões e empresários menos pessimistas”.

A Controvérsia:

Mas para uma outra corrente de pensamento, essa atitude visa agraciar certas categorias historicamente privilegiadas, mesmo apesar do possível aquecimento da economia e da construção civil, especificamente; além da produção de equipamentos para o setor.

Para a ex-ministra do planejamento Miriam Belchior (ex-presidente da Caixa Econômica Federal), essa articulação da Caixa traria transtornos par ao setor do projeto Minha Casa Minha Vida, em sua Faixa 1, já que esses recursos estariam sendo repassados, segundo ela, para imóveis altamente valorizados.

Até o momento, já são cerca de R$ 16 bilhões de reais injetados na Caixa Econômica Federal pelo conselho curador do FGTS, devido à queda de recursos da poupança, que garantiriam esses financiamentos e uma oxigenação na economia.

Polêmicas à parte, o que os técnicos da Caixa Econômica Federal dizem é que essa mudança no financiamento de imóveis, trata-se de um esforço para aquecer o setor imobiliário, ao encontrar no segmento dos empreendimentos caros, que reclamavam de um melhor sistema de financiamento, uma grande oportunidade de retomada do crescimento da economia.

Por Vivaldo Pereira da Silva


Com a crise econômica no Brasil, as pessoas estão retirando o dinheiro da poupança e isso interfere no crédito para a aquisição da casa própria, que tem ficado cada vez menor.

Com a inflação em alta, deixar dinheiro na poupança já não é tão vantajoso, aliás, quem tem dinheiro na poupança está tendo prejuízo. Desta forma, o brasileiro está tirando suas economias da poupança e com a queda do saldo na caderneta de poupança, o crédito para a casa própria tem ficado cada vez menor.

Neste ano, até o mês de agosto, os saques já superaram os depósitos em mais de R$ 48 bilhões e com isso as restrições ao crédito estão só aumentando, dificultando para o brasileiro que pretendia comprar agora a sua casa própria, principalmente a população da classe média, que é uma faixa da população que consegue no SBPE – Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, as melhores condições do mercado por causa das taxas serem menores.

Flávio Prando, vice-presidente do SECOVI de São Paulo, disse que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal estão operando acima do que é exigido de repassar ao SFH 65% do valor depositado na poupança.

Ainda de acordo com Prando, a tendência é que este quadro piore nos próximos meses, pois a taxa Selic não apresentará uma queda o que faz com que investir na caderneta de poupança não atraia ninguém e quem já está, aos poucos vai buscando outros investimentos para deixar seu dinheiro.

Cláudia Magalhães, que é pesquisadora na USP, revela que os bancos privados tenham apenas 40% dos valores, voltados para o financiamento de moradia pelo SFH. É que o ambiente econômico não favorece este empréstimo, pois o custo do financiamento vem subindo muito e as famílias estão tendo este acesso restringido.

Um projeto de lei propõe o FGTS igualar à poupança, o que trará mais dificuldade ainda para o crédito habitacional, pois o FGTS é o principal recurso para se obter financiamento para o "Minha Casa Minha Vida", com taxas que vão de 4% a 6,6%. Se este projeto for mesmo aprovado, a remuneração do fundo vai de 3% para 6% e a classe média baixa ficará impossibilitada de ter acesso a este crédito.

Por Russel

Casa própria


Queda registrada foi de 16%, com somente 14,6 mil unidades lançadas.

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) juntamente com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) fizeram a divulgação de um estudo nesta última quarta-feira, dia 19 de agosto, em que segundo as estatísticas obtidas ficou constatado que os lançamentos de imóveis no País tiveram uma redução de 16% com relação à comparação feita com os dados obtidos no mesmo período do ano passado.

O trimestre considerado nessa pesquisa foi entre os meses de abril a junho, sendo que ao ser analisado o deste ano foi constatado que somente 14,6 mil unidades foram lançadas neste período. No entanto, quando os dois órgãos fizeram a comparação relativa à média de um trimestre considerando os meses março, abril e maio deste ano, foi verificada uma alta de significativos 20%.

Já no segundo trimestre deste ano, os dados revelaram que as unidades comercializadas, em âmbito nacional, somaram apenas 25,7 mil, valor este que representa uma queda de 17% tomando como referência a comparação dos números mensurados no ano passado, sendo que com relação aos três meses até o mês de maio, a redução mensurada foi de 5%.

Este estudo também conseguiu demonstrar que no período compreendido entre os meses de abril a junho deste ano foram entregues aos proprietários 31,6 mil novos imóveis, valor este que representa um acréscimo de 5% na comparação anual e de 3% referente ao trimestre que se encerrou no mês de maio.

No segundo trimestre, as vendas atingiram ao equivalente a 22,8% da oferta do período, o que resultou 2,7 pontos percentuais a menos do que o índice registrado nos três meses encerrados em junho do ano de 2014 e um decréscimo de 2,2 pontos percentuais na comparação feita com o trimestre findado em maio.

Diante deste estudo, foi constatado que, no final do período, havia disponíveis no mercado 99 mil unidades para compra, considerando o universo das empresas que foram pesquisadas. Em termos de comparação, se formos analisar o ritmo deste trimestre seriam necessários o total de 13,2 meses para conseguir comercializar toda a oferta disponível atualmente, frente 11,8 meses que foram mensurados no ano passado.

Então, diante de todos estes números a revelação feita por esta pesquisa corrobora mais uma vez o que todos os especialistas vêm explicando, ou seja, que o momento econômico do País, infelizmente, não está favorável.

Por Adriano Oliveira

Lançamentos de imóveis

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Com a crise que assola o País, estrangeiros demonstram interesse em adquirir imóveis em território brasileiro.

O cenário econômico brasileiro tem deixado os estrangeiros de olho no mercado imobiliário do País. Isso porque o ambiente apresenta juros altos, queda das vendas e grandes ofertas de empreendimentos na área imobiliária no Brasil.  Com isso, o setor, que passa por dificuldades, acabou por optar pela venda de ativos, como uma estratégia para se livrar do sufoco financeiro. Esse desespero na venda de ativos vem sendo aproveitada pelos investidores internacionais, que a cada dia estão mais interessados no mercado nacional.

O empreendedor estrangeiro já percebeu que os preços dos imóveis no Brasil estão muito baratos, e o cenário é ideal para eles, já que o dólar está em alta. Esse cenário perfeito para os negociadores estrangeiros vem atraindo importantes empresas, influenciadas pela atuação de grupos como Blackstone, GazitGlobe e Brookfield.

A previsão é de que os preços dos imóveis caiam para os próximos 6 a 12 meses, pelas incertezas econômicas que o país vem enfrentando. De olho nesse lucrativo negócio algumas empresas de consultoria do setor estão mediando negociações de compra para investidores estrangeiros, que estão interessados no possível lucro dos imóveis brasileiros.

Dessa forma, as empresas de consultoria também conseguem burlar a crise, explorando um mercado em potencial mesmo em meio a um cenário pessimista da economia.

O momento também é excelente para quem deseja comprar imóveis já alugados. Os empresários aproveitam-se da tendência dos locatários estarem buscando aluguéis mais em conta ou melhores negociações para mudarem para escritórios de melhor qualidade.

Mas nem só os estrangeiros estão de olho na queda dos preços dos imóveis nacionais: alguns grupos brasileiros também pretendem investir no setor, mas sem pressa. A ideia desses grupos é investir no setor no próximo ano, quando acreditam que a economia já pode estar numa situação mais definida.

Não só os imóveis residenciais e escritórios atraem o olhar dos investidores. Os shopping centers também podem ser um excelente investimento. No ano passado, a empresa estrangeira HSI comprou o  Fashion Mall, localizado no Rio de Janeiro, do Grupo BR Malls, em uma negociação de R$ 175 milhões.

Por Patrícia Generoso

Mercado imobiliário

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Foram vendidas 2.588 unidades residenciais na capital de São Paulo, o que representa uma alta de 20,4% em comparação ao mês de maio.

Só em junho foram vendidas 2.588 novas unidades residenciais na capital São Paulo, o que representa um percentual de 20,4% a mais do que no mês de maio. Os dados são do sindicato da habitação (Secovi), que mostra um aumento de 141,4% em relação ao mesmo período do ano passado em que estava sendo realizada a Copa do Mundo de futebol.

Desse percentual, 57,6% foram de imóveis de dois dormitórios, com preço médio de R$ 350 mil. Os imóveis de três dormitórios tiveram o percentual de 20,2% de aumento, o que representa 524 unidades. Os de um dormitório ficaram com 20,1% e os de 4 ou mais dormitórios representaram 2% do total de vendas no mês de junho.

A oferta de imóveis em São Paulo ainda é grande, uma vez que no fim do mês de julho ainda existiam 27.448 unidades disponíveis. Mesmo representando uma queda de 2,4% em relação a maio, não é possível comemorar o resultado. Segundo o presidente do Secovi-SP, Claudio Bernardes, em comunicado, o cenário ainda é de apreensão, uma vez que a base de comparação é fraca e fora da normalidade do mercado.

Apesar dos ajustes que o mercado realizou, as expectativas são das melhores e isso vale para todos os setores da economia. Claudio afirma que houve um recuo nos lançamentos de imóveis novos de 15,6% sobre junho, ante ao mesmo período do ano passado. Se comparado a maio, o percentual foi de 15,3% a menos.

O estoque de imóveis residenciais em São Paulo (capital) em junho diminuiu em 2,4% sobre o mês anterior, chegando a pouco mais de 27 mil unidades. Em nota, a Secovi anunciou que foi registrado o esgotamento de inúmeros projetos habitacionais, os quais já teriam sido aprovados pelos órgãos competentes e a Prefeitura, conforme o Plano Diretor da cidade e que os novos projetos, terão um custo de produção ainda maior. 

Por Ana Rosa Martins Rocha

Venda de imóveis em SP

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Será votado na próxima semana um projeto que visa alterar a maneira de correção do FGTS. Todos os depósitos que forem feitos a partir de 1º de janeiro de 2016 teriam uma rentabilidade semelhante a da poupança, ou seja, correção pela TR + 0,5% ao mês.

A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara dos Deputados aprovou no dia 11 o projeto que mudará a forma de correção do FGTS. A proposta já estava correndo com regime de urgência e tem a defesa do líder da câmara, deputado Eduardo Cunha. A proposta já estaria na pauta para votação do plenário, mas a aprovação feita pela CCJ tem por objetivo reduzir os trâmites para quando ela for analisada. A espera era de que a proposta entrasse em votação na quarta-feira (dia 12), porém o presidente da câmara Eduardo Cunha, sinalizou para o plenário que a votação será feita na próxima semana.

Cunha recebeu a cobrança do deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP). O deputado trouxe ainda um grupo ligado à força sindical para pressionar a câmara e acompanhar a sessão. Os cerca de 30 participantes do grupo levado por Paulo Pereira, empunhavam cartazes apoiando a correção do FGTS e saudaram o presidente da câmara aos gritos, aclamando o deputado como “guerreiro”, e afirmando que o mesmo “trabalha pelo povo brasileiro”.

Mesmo com a pressão dos manifestantes, a proposta teve que ficar para a próxima semana, pois a prioridade da câmara seria votar a lei antiterrorismo, que estaria trancando a pauta, e também concluir a tão falada reforma política brasileira.

Pelo projeto aprovado, todos os depósitos que forem feitos a partir de 1º de janeiro do próximo ano renderão semelhantemente à caderneta de poupança. As contas terão correção pela TR mais 0,5% ao mês, toda vez que a Selic estiver superior a 8,5% ao ano. Quando a Selic estiver inferior a 8,5% ao ano, a correção será então na TR, que será acrescida de 70% da taxa Selic. A proposta praticamente dobra a remuneração das contas de FGTS. Atualmente o rendimento do FGTS é de 3% ao ano.

A proposta muda a fórmula, para os novos depósitos, da correção do FGTS. O governo se mostrou contra a proposta, por acreditar que o financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida seria afetado. Atualmente o programa utiliza os fundos do FGTS como forma de entrada para o financiamento

O argumento usado pelo governo é de que se o texto realmente for aprovado pela câmara, os custos dos financiamentos também terão que ser elevados. A Caixa Econômica Federal calcula que as prestações de empréstimos para financiar a casa própria podem se elevar em até 38%. A presidente Dilma Rousseff anda preocupada com o aumento e pediu ao deputado Cunha, que adiasse a votação para o segundo semestre do ano, para que não inviabilizasse completamente a terceira edição do programa Minha Casa, Minha Vida.

Mas ao que tudo indica, e se depender da pressão dos presentes na câmara na plenária do dia 12, o projeto realmente será votado na próxima semana. Resta ao povo brasileiro esperar, e torcer.

Por Patrícia Generoso

FGTS


Nos últimos 12 meses, o IGP-M, chamado de inflação do aluguel, acumula alta de 7,36% e a tendência é que continue subindo até o final deste ano.

A inflação do aluguel continua subindo e sacrificando ainda mais os brasileiros que ainda não possuem a casa própria. Nos últimos 12 meses a inflação do aluguel acumulou uma alta de 7,36% e a tendência é que continue subindo até o final do ano.

Para complicar a situação destes brasileiros, está ficando cada vez mais difícil adquirir a casa própria, os empréstimos estão mais raros e os juros mais altos. Na hora de escolher entre sair do aluguel para comprar a casa própria, é preciso pensar muito e fazer bastantes cálculos para não ter surpresas desagradáveis mais adiante.

Neste mês de agosto, com a economia apresentando queda generalizada e as pessoas evitando novos contratos, o IGP-M acabou perdendo um pouco de sua força e ficou em 0,65%.

O IGP-M – Índice Geral de Preços, é chamado por muitos como a "inflação do aluguel" uma vez que os reajustes dos aluguéis, em sua grande maioria, são reajustados tendo o IGP-M como base. Apesar de ter perdido força em agosto, a inflação do aluguel nos últimos 12 meses continua alta e sacrificando quem tem que renovar seu contrato de aluguel agora ou vai precisar alugar um imóvel.

A FGV – Fundação Getúlio Vargas – informou que o indicador chegou a acumular 7,36% nestes últimos 12 meses e para este ano, o índice já chegou a 5,16%.

Um dos fatores que contribuíram para fazer o IGP-M cair foi o IPA – Índice de Preços ao Produtor Amplo, que é um índice que faz a medição dos preços no atacado. Ele é utilizado para fazer os cálculos do IGP-M e teve uma variação negativa que chegou a 0,06%. Em julho, o IPA tinha apresentado um avanço de 0,56%.

O IPC – Índice de Preços ao Consumidor – é considerado como "inflação do varejo" e este índice também é aplicado no cálculo do IGP-M e teve uma variação de 0,14% sendo que em julho ficou em 0,48%.

O INCC – Índice Nacional de Custo da Construção – tem um peso bem abaixo dos outros índices, mas também ajuda a calcular a inflação do aluguel e ele ficou abaixo do esperando, com uma variação de 0,94%.

Por Russel

Inflação do aluguel

Foto: Divulgação


Abril foi o 2º mês seguido de alta nas vendas e lançamentos de imóveis na cidade de São Paulo. Porém, o Secovi-SP reduziu as projeções para 2015, acreditando em um recuo entre 15% e 20% nas vendas.

Segundo o Secovi-SP, sindicato da habitação, as vendas e lançamentos de imóveis na cidade de São Paulo subiram no mês de abril. Este é o segundo mês seguido de alta. No entanto, o sindicato reduziu as projeções para o ano de 2015. Agora, o Secovi tem uma projeção de recuo entre 15% a 20% nas vendas em 2015.   A previsão anterior do sindicato era de estabilidade a avanço de até 10% em 2015. Com a nova previsão deve haver um recuo de 17,3 mil a 18,4 mil unidades em relação ao ano de 2014. Em relação aos lançamentos, o sindicato projetou uma queda significativa de 23% a 25% perante 2014, em um intervalo de 25,5 mil a 26,2 mil unidades. No começo do ano, em fevereiro, o Secovi-SP afirmou que a expectativa de recuo girava em torno de 10%.   

No mês de abril, as vendas cresceram 1,8%, a 2.185 unidades, na comparação anual, de acordo com o que informou o Secovi-SP nesta terça-feira (09). Em relação a março, o aumento foi de 72,5%.   

Em nota, o sindicato afirmou que apesar de dois meses seguidos de crescimento nas vendas, ainda é muito cedo para afirmar que o mercado de imóveis em São Paulo esteja se recuperando. Ao analisar a soma dos valores de vendas (VGV) o resultado é de R$ 884,2 milhões, um recuo anual de 37,2%. No entanto, este número representa uma alta de 30,8% em relação ao mês de março.   

Ainda segundo os dados do Secovi, a média dos valores dos imóveis vendidos foi de R$ 405 mil, bem abaixo dos R$ 655 mil há um ano. Os dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos do Patrimônio), mostram que os lançamentos obtiveram uma alta anual de 28,2%, para 3.023 unidades. Ao comparar com o mês de março, o número tem uma alta de 291,1%.   O estoque de imóveis na capital paulista também está elevado. No fim de abril deste ano, este número chegou a 28.021 unidades, o que equivale a cerca de 23 meses de vendas. O ano de 2014 terminou com um estoque de imóveis não vendidos de 27,3 mil unidades. Este é o pior desempenho neste quesito para o mercado imobiliário paulistano na última década.

Por William Nascimento

Imóveis em SP

Fotos: Divulgação





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