Imóveis financiados com os recursos da caderneta de poupança apresentaram queda nas vendas de janeiro a maio de 2015.

A crise econômica que o país enfrenta atualmente e o aumento da taxa básica Selic, afetou de forma negativa o setor imobiliário. Segundo os economistas brasileiros, a população nacional não deve esperar melhoras neste ano. Muitos deles, afirmam que durante o segundo semestre do ano poderá haver uma queda maior do que a atual.

É importante ressaltar que o dinheiro emprestado pelos bancos para quem deseja financiar seu próprio imóvel não é de posse dos banqueiros, e sim do que cada cidadão aplica na caderneta de poupança. A crise atual tem feito com que a população brasileira poupe uma menor quantidade financeira, e resgate os valores guardados na caderneta de poupança. Dessa maneira, os bancos nacionais diminuíram de maneira brusca o volume de financiamentos, já que a diminuição de verba inviabiliza a negociação.

Até mesmo a instituição Caixa Econômica Federal mudou os termos de contrato para aquisição de móveis usados. Antes da alta do Selic, quem desejasse possuir um imóvel próprio deveria possuir ao menos 20% do valor do imóvel, já atualmente é necessário ter em mãos 50% do valor. Por exemplo: para adquirir um imóvel usado que possui valor de mercado de R$ 120.000 é necessário dar uma entrada de R$ 60.00. Antigamente, era necessário ter apenas R$ 24.000 em mãos.

Segundo uma pesquisa feita pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), as entidades financeiras emprestaram R$ 38,9 bilhões para o financiamento de imóvel entre janeiro e maio de 2015. Durante o mesmo período de 2014, o valor estabelecido para financiamentos foi superior a R$ 44 bilhões. Houve uma queda de 11.8%.

Utilizar o dinheiro da poupança para comprar um imóvel já se tornou uma tarefa árdua. Segundo dados, no ano passado 213 mil imóveis foram adquiridos nesse mesmo período de ano; apenas 174 mil imóveis foram adquiridos entre janeiro e maio deste ano.

Tudo isso ocorre, porque o Governo Federal procura incentivar a população a poupar mais e consumir menos, e isso é feito pelo aumento da taxa Selic. Segundo os economistas, quem deseja investir prefere aplicar em projetos remunerados de acordo com a taxa Selic, os quais geram uma quantia maior do que a poupança.

Por Wendel George Peripato

Financiamento de imóveis


Modificações nas regras dos Depósitos Compulsórios visam arrecadar R$ 22,5 bilhões para o SFH. As regras afetarão os depósitos compulsórios, principalmente, sobre as cadernetas de poupança.

E as manobras do governo para tentar equilibrar as contas públicas continuam, só que agora elas estão afetando até as grandes instituições financeiras do país. Mas desta vez, elas visam aumentar o crédito imobiliário.

Em reunião na última quinta-feira, dia 28/05, o CMN – Conselho Monetário Nacional, modificou as regras que tratam dos Depósitos Compulsórios, que são depósitos realizados obrigatoriamente por todas as instituições financeiras no Banco Central – BACEN. Estes depósitos são incidentes principalmente sobre as cadernetas de poupança e têm como finalidade fornecer ao Sistema Financeiro Habitacional – SFH para novas operações com cerca de R$ 22,5 bilhões.

De acordo com o Banco Central, o Conselho Monetário Nacional – CMN, que é o órgão superior do Sistema Financeiro Nacional e que é composto pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, pelo presidente do BACEN, Alexandre Tombini e pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, também modificou as regras sobre os Depósitos Compulsórios da poupança rural; estes com o objetivo de ter disponível cerca de R$ 2,5 bilhões para o crédito rural. Estas alterações começam a valer nos dois casos agora no início deste mês de junho.

O BACEN informou ainda que os tributos incidentes sobre o compulsório dos depósitos a prazo, também sofrerão um acréscimo, passando dos atuais 20% para 25%. Este aumento pode representar uma arrecadação a mais para o Banco Central de R$ 25 bilhões das instituições financeiras e este aumento começa a valer a partir de 31 de agosto.

O Diretor de Política Monetária do Banco Central do Brasil, Aldo Luiz Mendes, esclareceu que estas mudanças já vinham sendo estudadas há algum tempo, mas elas foram efetuadas agora por causa das perdas drásticas e sucessivas de recursos que as cadernetas de poupança vêm sofrendo desde o primeiro mês de 2015. E justamente estes recursos (da caderneta de poupança), é um dos principais meios utilizados na hora de se conseguir um financiamento de crédito imobiliário no Brasil. 

Por André F.C.

Depósito complusório e SFH





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