A Caixa informou que irá retomar a linha de crédito imobiliário com recursos do FGTS.

Por meio de seu presidente, Gilberto Occhi, a Caixa Econômica Federal anunciou que retomará a linha de crédito imobiliário com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A mudança será estabelecida nos próximos dias e deve atrair muitas pessoas interessadas na compra de imóveis.

Gilberto Occhi foi bastante claro quanto à linha de crédito imobiliário com recursos do FGTS: “nos próximos dias está voltando”. Essa frase foi dita pelo presidente da Caixa à Reuters ainda nesta quinta-feira, 29 de junho, durante sua saída do evento no Palácio do Planalto que comemorava um ano desde a vigência da nova Lei das Estatais.

Para aqueles que não sabem, a linha pró-cotista, que utiliza os recursos do FGTS, permite o financiamento de imóveis com valor até R$ 950 mil nos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo. Nas demais unidades federativas, bem como no Distrito Federal, esse valor limite é de R$ 800 mil. Vale destacar que esta é a segunda linha de crédito voltada ao empréstimo habitacional mais barata do mercado, perdendo apenas para o programa Minha Casa Minha Vida. Vale destacar que a Caixa tinha suspendido, na terceira semana de junho, essa linha de crédito devido à interrupção de novas contratações no mês de maio.

O governo pretende investir pesado nesta área para que esse setor apresente bons resultados. Dessa forma, Gilberto Occhi ainda destaca que deve haver um aporte adicional de R$ 2 bilhões para tal linha. Esse aporte é quase certo, haja vista a liberação de recursos depender apenas de um remanejamento de verba no Ministério das Cidades. Sendo assim, o presidente da Caixa acredita que em julho essa linha de crédito já estará disponível novamente.

Em relação à manutenção da linha até o final de 2017, Occhi ainda destaca que tudo irá depender da demanda por crédito imobiliário quando a mesma vier a ser retomada no mês de julho. Devido a grande demanda no início deste ano, o presidente da Caixa destaca que este é um bom sinal de recuperação da economia. A expectativa é que a forte demanda se mantenha na volta da linha. Segundo ele, um dos principais fatores na crescente demanda por este tipo de crédito são os Feirões da Casa Própria realizados pela Caixa.

Por Bruno Henrique

Financiamento da Caixa


CMN aprovou novas regras onde os bancos podem efetuar um empréstimo com uma porcentagem acima de 80% para financiamento de imóveis.

Tendo como objetivo estimular o crédito imobiliário, foram mudadas as regras para empréstimos no setor. A mudança foi definida durante reunião, realizada na última quinta-feira dia 29 de outubro de 2015, do Conselho Monetário Nacional (CMN). Os empréstimos financiam mais de 80% do valor da casa própria.

Segundo o CMN, as companhias que financiavam um valor de 80% de um imóvel, deveriam manter em caixa, um valor de 75% do empréstimo, que é conhecido como “requerimento de capital”. Pelas regras o valor de capital ficava parado em um banco, apenas como garantia.

Com essa mudança na regra, agora, as empresas poderão efetuar até mesmo o financiamento do valor total do imóvel, que representa 20% a mais do que antes. Também, conforme os clientes efetuem os pagamentos, o valor do requerimento de capital poderá ser reduzido, porém, somente após atingir o limite de 20% de pagamento efetuado. O requerimento de capital que deverá permanecer depositado sem movimentação, será reduzido para 35% do valor do empréstimo.

Na verdade o que realmente muda com essa nova regra é o fato dos bancos poderem efetuar um empréstimo com uma porcentagem acima de 80% para financiamento de imóveis, e pelo fato do dinheiro que deve ficar como requerimento de capital ser da razão de 35%, será possível utilizar essa diferença para que sejam feitos novos empréstimos. Isso possibilita um número maior de pessoas que possam realizar o sonho de conquistar a casa própria.

Uma outra perspectiva que pode ser analisada é que com o fato do valor a ser retido ser reduzido, consequentemente, abre portas para que os bancos consigam estimular ainda mais os financiamentos de imóveis através de uma redução dos juros percentuais praticados hoje em dia.

Porém, a mudança na regra não garante um efeito imediato nas operações das empresas fornecedoras de financiamentos.

O CMN é composto pelo Ministro da Fazenda, pelo Ministro do Planejamento, e também pelo presidente do Banco Central.

Por Igor Furraer

Empréstimo imobiliário


Cenário atual é otimista para quem deseja utilizar o crédito imobiliário.

O cenário atual está otimista para quem deseja utilizar o crédito imobiliário. A expectativa é a expansão do mercado de crédito imobiliário do Banco Central, que se confirmada revelará um dos maiores desaquecimentos do setor. No ano de 2003, o mercado imobiliário registrou uma alta de 8,81%. A previsão feita por Maciel se dá em um momento de arrefecimento econômico e grande alta dos juros.

Na última terça-feira, dia 23, uma projeção atualizada foi divulgada por Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central. Nela a estimativa de crescimento é de 9%. A estimativa anterior chegava aos 11%.

Para seguir as revisões metodológicas, o BC prefere se ater a uma série mais recente. Durante entrevista a jornalistas, Maciel citou as expansões verificadas desde o ano de 2008, onde uma crise financeira atingiu todo o mundo.

Naquele ano, o crédito teve um avanço de 30,7% e em 2009 como reflexo da turbulência que o mundo havia sofrido, houve uma queda para 15,1%. Em 2010, uma pequena retomada no crescimento ocorreu e os financiamentos para imóveis chegaram aos 20,6%.

Desde esse ano, as quedas foram constantes: 18,8% no ano de 2011, 16,4% em 2010, 14,5% durante 2013 e 11,3% no último ano.

O último relatório do Global Property Guide divulgado na semana passada, cita: “O espetacular boom da moradia no Brasil parece terminado”. Segundo o relatório, os preços de moradia subiram 113% em São Paulo e no Rio de Janeiro, 144%. Mas o cenário mudou nos últimos 12 meses, até o mês de março. Os preços trocaram de direção e caíram 1,12% em São Paulo, incluindo o ajuste inflacionário.

A queda do número de inscritos para adquirir o crédito imobiliário pode ser um mau sinal para quem oferece os serviços, mas com certeza é uma excelente chance para quem deseja financiar seu imóvel. Com os pedidos em queda, a expectativa é uma aprovação maior dos créditos. Hora de reavaliar se não é o momento de aproveitar a crise e financiar a tão sonhada casa própria.

Por Patrícia Generoso

Crédito imobiliário

Foto: Divulgação


Região que mais tem sofrido com a crise é São Paulo, onde a procura por imóveis é de apenas 22% das construções em áreas nobres da capital.

Com a restrição do acesso ao crédito em bancos e ainda com a redução na renda da população – principalmente da classe média – o mercado imobiliário não tem vivido bons momentos em sua economia. Com a conhecida crise econômica, que elevou os juros para 13,25%, é que as pessoas têm pensando muito bem antes de fazer uma compra, ainda mais se ela exigir pagamentos a longo prazo.

Apresar dessa realidade estar presente em todo o Brasil, é no estado de São Paulo que a situação tem sido sentida com toda a força. Até mesmo em áreas nobres da capital paulista como Itaim, Avenida Paulista, Vila Olímpia e Berrini, são cerca de 14 milhões de metros quadrados construídos para uma procura de apenas 22% dessas construções.

Trazendo essa realidade para números mais próximos, significa dizer que para cada 5 metros quadrados construídos, apenas 1 metro quadrado é procurado para se fechar negócio. Não se pode esquecer aqui também do ramo imobiliário dos aluguéis, os quais estão caros ao custar até R$ 122 por mês – por metro quadrado – em capitais como o Rio de Janeiro. Com isso, o consumidor julga melhor investir na casa própria, se for para ter custos com casa de aluguel – o que só traz mais aumento para a crise.

Especialistas do setor imobiliário afirmam que nem tudo é má notícia, uma vez que a tendência do mercado imobiliário é fazer com que a situação das vendas e dos aluguéis melhorem, no entanto, não se trata de nada que ocorra de “hoje para amanhã”, salientando que esse setor vai passar por melhoras sutis apenas no final de 2017 para início de 2018.

Contraditoriamente, a busca de clientes por compras de galpões comerciais tem passado por um bom aquecimento, aliás, é o que tem evitado com que uma crise ainda mais profunda alcance o ramo imobiliário. De acordo com a consultoria imobiliária JLL (Jones Lang LaSalle), são 28 milhões de metros quadrados de galpões já construídos e em plena negociação, com a previsão de que mais 15 milhões de metros quadrados de galpões sejam entregues até 2017.    

O estoque de imóveis para vender e alugar é muito, contudo, a procura por eles tem sido muito pouca, uma situação que precisa da economia e dos seus aquecimentos para que volte, com força total, a gerar toda a lucratividade e geração de emprego e renda que é típico desse segmento.

Por Michelle de Oliveira

Imóveis em SP

Foto: Divulgação


O sonho da casa própria fez com que o crédito imobiliário ganhasse força nos últimos tempos. Segundo informações do Banco Central a movimentação desse setor chegou a R$ 205,8 bilhões no mês de janeiro desse ano. Esse número representa para a economia brasileira um aumento três vezes mais do que o apresentado cinco anos atrás. Somente esse setor representa 5% do valor total do PIB do país.

Desse total a maior parte dos recursos é voltada para os chamados créditos direcionados, ou seja, aquelas transações que envolvem a ajuda do governo como o Minha Casa Minha Vida, ou que envolvem as parcelas que os bancos têm a obrigação de fazer o recolhimento ao Banco Central e que possuem juros menores. O restante do dinheiro foi alocado em operações que têm recursos livres.

O crédito imobiliário é composto por diversos pontos, como o FGTS e a caderneta de poupança, sendo que no primeiro caso houve um aumento de mais de 40% nos últimos 12 meses.

Um dos bancos mais procurados pelos brasileiros é a Caixa Econômica Federal que somente nesse ano já soma um valor de R$ 12 bilhões de verba liberada para clientes em busca de crédito imobiliário, um crescimento de mais de 30% se comparado ao mesmo período de 2011.

Por Joyce Silva





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