Lançamentos de imóveis caem no 2º trimestre



  

Queda registrada foi de 16%, com somente 14,6 mil unidades lançadas.

A Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) juntamente com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) fizeram a divulgação de um estudo nesta última quarta-feira, dia 19 de agosto, em que segundo as estatísticas obtidas ficou constatado que os lançamentos de imóveis no País tiveram uma redução de 16% com relação à comparação feita com os dados obtidos no mesmo período do ano passado.

O trimestre considerado nessa pesquisa foi entre os meses de abril a junho, sendo que ao ser analisado o deste ano foi constatado que somente 14,6 mil unidades foram lançadas neste período. No entanto, quando os dois órgãos fizeram a comparação relativa à média de um trimestre considerando os meses março, abril e maio deste ano, foi verificada uma alta de significativos 20%.

Já no segundo trimestre deste ano, os dados revelaram que as unidades comercializadas, em âmbito nacional, somaram apenas 25,7 mil, valor este que representa uma queda de 17% tomando como referência a comparação dos números mensurados no ano passado, sendo que com relação aos três meses até o mês de maio, a redução mensurada foi de 5%.

Este estudo também conseguiu demonstrar que no período compreendido entre os meses de abril a junho deste ano foram entregues aos proprietários 31,6 mil novos imóveis, valor este que representa um acréscimo de 5% na comparação anual e de 3% referente ao trimestre que se encerrou no mês de maio.

No segundo trimestre, as vendas atingiram ao equivalente a 22,8% da oferta do período, o que resultou 2,7 pontos percentuais a menos do que o índice registrado nos três meses encerrados em junho do ano de 2014 e um decréscimo de 2,2 pontos percentuais na comparação feita com o trimestre findado em maio.





Diante deste estudo, foi constatado que, no final do período, havia disponíveis no mercado 99 mil unidades para compra, considerando o universo das empresas que foram pesquisadas. Em termos de comparação, se formos analisar o ritmo deste trimestre seriam necessários o total de 13,2 meses para conseguir comercializar toda a oferta disponível atualmente, frente 11,8 meses que foram mensurados no ano passado.

Então, diante de todos estes números a revelação feita por esta pesquisa corrobora mais uma vez o que todos os especialistas vêm explicando, ou seja, que o momento econômico do País, infelizmente, não está favorável.

Por Adriano Oliveira

Lançamentos de imóveis

Foto: Divulgação



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