O preço dos imóveis vem subindo, mas é cedo para vender?


O setor imobiliário prosperou de forma inesperada durante a pandemia. Nos últimos meses, os preços dos imóveis bateram um recorde atrás do outro, subindo a alturas sem precedentes.


Em tempos de recessão, quando as empresas fecham, o desemprego aumenta e a incerteza prevalece, os preços dos imóveis deveriam teoricamente estar caindo. Isto foi verdade durante a crise financeira de 2008, mas não nesta crise – pelo menos até agora. Se isto indica uma oportunidade para vender ou comprar uma casa, no entanto, é outra questão.


Os lockdowns ameaçaram o sustento de muitos, mas deixaram outros financeiramente melhor. Uma proporção substancial da força de trabalho não apenas reteve sua renda, mas também se viu gastando menos em coisas como cuidado de crianças, gasolina, restaurantes e viagens de férias.


Às vezes, uma subida ou queda geral dos preços pode mascarar uma mudança estrutural. É muito provável que estejamos entrando numa nova era na qual muito mais funcionários estarão trabalhando a partir de casa. Os lockdowns forçaram as empresas a darem uma chance ao trabalho remoto, e funcionou.


Previsão é de alta no valor dos imóveis no Brasil

Para aqueles que estão pensando em adquirir ou trocar de imóvel, a hora pode ser agora. A previsão é a de que o preço dos imóveis suba no segundo semestre por conta do aumento do valor do aço, cimento, cobre, alumínio e outros insumos, o que influencia diretamente nos preços da construção civil.

O aumento no custo da energia é outro fator que deve agravar ainda mais o cenário atual, além de outros itens como cerâmica, vidros, esquadrias, etc. Por conseguinte, todo custo global da obra também será reajustado.

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Ao longo de 2022 a taxa Selic deve continuar em elevação, então o atual momento pode ser bastante relevante para a aquisição de um imóvel.

Valor de imóveis residenciais em alta

O preço dos imóveis residenciais teve um substancial incremento em 2020, com alta média nacional de 3,67%. Em Curitiba, por exemplo, os preços aumentaram mais de 8%.

Isso se deve, essencialmente, ao aquecimento do setor de vendas de imóveis durante a pandemia. Com a necessidade do home office, muitas pessoas buscaram imóveis para compra, seja para fugir do aluguel ou procurando imóveis maiores. Além disso, a baixa taxa de juros colaborou bastante para o instinto comprador dos brasileiros, além dos investidores que atuaram fortemente no mercado.

As top 5 cidades no ranking foram Brasília (9,13%), Manaus (8,76%), Curitiba (8,10%), Maceió (7,90%), Vitória (7,49%).

Com relação ao valor do metro quadrado,as campeãs foram o Rio de Janeiro (9.437 reais/m²), São Paulo (9.329 reais/m²) e Brasília (7.985 reais/m²).


 


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