Vendas de imóveis novos vêm caindo nos últimos meses e previsões para o 2º semestre não são animadoras para o setor.

A venda de novos imóveis em São Paulo continua caindo e os novos lançamentos já não atraem tantos interessados assim. A crise no setor se mostra mais forte agora, mas desde o início do ano que já vem dando sinais que os lançamentos imobiliários não teriam boas vendas, pois só no mês de janeiro a queda nas vendas chegou a 28% e nos meses seguintes, com o agravamento da crise econômica no Brasil, o cenário só foi piorando.

De acordo com o SECOVI-SP – Sindicato da Habitação de São Paulo, comparando o início do ano com o mesmo período do ano passado, a queda chegou a 77%. No início de 2014, o mercado não estava em sua melhor fase, mas as vendas conseguiram se manter estáveis e até apresentaram um certo crescimento, mas neste ano de 2015 a situação piorou muito e o que é pior, só vem agravando.

E enquanto de um lado São Paulo vai apresentando uma queda nas vendas, do outro lado vai crescendo o estoque, com um aumento médio de 40% no início deste ano em relação ao ano passado.

Com a chegada do segundo semestre, o temor agora é que se iniciem as demissões em massa também no setor da construção civil, pois os seis primeiros meses foram difíceis, mas havia aquele clima de "espera" por um anúncio de que a crise econômica estaria passando. Só que o segundo semestre se inicia e as perspectivas não são nada animadoras para quem tem lançamentos imobiliários que na verdade já foram lançados há tempos e ficam esperando os compradores aparecerem.

Os lançamentos imobiliários que oferecem residências menores, principalmente de 2 ou somente 1 quarto, têm conseguido um resultado menos ruim, pois são mais baratos e contam com melhor localização, ficando próximo das melhores áreas comerciais e de trabalho, atendendo assim, a um perfil do público que trabalha fora o dia todo e não faz questão de um imóvel tão grande, mas não abre mão que ele seja mais próximo do serviço e dos principais pontos da cidade, evitando assim, perder muito tempo no trânsito.

Houve queda também, na região metropolitana de São Paulo que é composta por 39 municípios. Se compararmos com o desempenho do mercado do ano passado, a queda chega a quase 50%.

Por Russel

Imóveis em São Paulo

Foto: Divulgação


Imóveis financiados com os recursos da caderneta de poupança apresentaram queda nas vendas de janeiro a maio de 2015.

A crise econômica que o país enfrenta atualmente e o aumento da taxa básica Selic, afetou de forma negativa o setor imobiliário. Segundo os economistas brasileiros, a população nacional não deve esperar melhoras neste ano. Muitos deles, afirmam que durante o segundo semestre do ano poderá haver uma queda maior do que a atual.

É importante ressaltar que o dinheiro emprestado pelos bancos para quem deseja financiar seu próprio imóvel não é de posse dos banqueiros, e sim do que cada cidadão aplica na caderneta de poupança. A crise atual tem feito com que a população brasileira poupe uma menor quantidade financeira, e resgate os valores guardados na caderneta de poupança. Dessa maneira, os bancos nacionais diminuíram de maneira brusca o volume de financiamentos, já que a diminuição de verba inviabiliza a negociação.

Até mesmo a instituição Caixa Econômica Federal mudou os termos de contrato para aquisição de móveis usados. Antes da alta do Selic, quem desejasse possuir um imóvel próprio deveria possuir ao menos 20% do valor do imóvel, já atualmente é necessário ter em mãos 50% do valor. Por exemplo: para adquirir um imóvel usado que possui valor de mercado de R$ 120.000 é necessário dar uma entrada de R$ 60.00. Antigamente, era necessário ter apenas R$ 24.000 em mãos.

Segundo uma pesquisa feita pela Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), as entidades financeiras emprestaram R$ 38,9 bilhões para o financiamento de imóvel entre janeiro e maio de 2015. Durante o mesmo período de 2014, o valor estabelecido para financiamentos foi superior a R$ 44 bilhões. Houve uma queda de 11.8%.

Utilizar o dinheiro da poupança para comprar um imóvel já se tornou uma tarefa árdua. Segundo dados, no ano passado 213 mil imóveis foram adquiridos nesse mesmo período de ano; apenas 174 mil imóveis foram adquiridos entre janeiro e maio deste ano.

Tudo isso ocorre, porque o Governo Federal procura incentivar a população a poupar mais e consumir menos, e isso é feito pelo aumento da taxa Selic. Segundo os economistas, quem deseja investir prefere aplicar em projetos remunerados de acordo com a taxa Selic, os quais geram uma quantia maior do que a poupança.

Por Wendel George Peripato

Financiamento de imóveis





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