Saiba aqui como fazer a Declaração de Imóveis no Imposto de Renda (IRPF).

O contribuinte que possui imóveis em seu nome e que custem mais de que R$ 300 mil (trezentos mil reais) está obrigado a declarar o imóvel perante a Receita Federal.

Os imóveis devem ser informados no campo “Bens e Direitos” do programa gerador da declaração de Imposto de Renda, com o código específico do bem, de acordo com a definição que consta na escritura do imóvel. O valor declarado deve ser o que o contribuinte desembolsou pelo imóvel até o dia 31 de dezembro de 2016, incluindo o Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), incluindo os juros do financiamento e a taxa de corretagem.

No campo “Discriminação”, deve ser informado se o imóvel foi comprado ou doado, bem como a data da compra ou da doação e quem foi o vendedor ou doador. Ademais, deve o contribuinte informar se o bem está quitado ou não. Em caso de financiamento habitacional, o contribuinte deve declarar em qual banco foi feito o financiamento e as parcelas que foram quitadas e as que faltam pagar. Se em 2016 o declarante continuou a pagar as parcelas do financiamento, o valor declarado deve corresponder apenas a quantia que já foi paga até o ano passado e não o valor total do bem e assim deve ser feito até as parcelas do financiamento acabarem.

Em relação ao valor do bem, o valor do imóvel deve ser declarado conforme o valor de aquisição, sem atualizar seu preço com o de mercado. Se forem realizadas reformas no imóvel em questão, é possível acrescentar esses custos ao valor do imóvel, desde que eles possam ser demonstrados e comprovados.

Em contrapartida, se você já tinha um imóvel quitado antes de 2016 e já o declarava, basta repetir o valor nos campos “Situação em 31/12/2015” e “Situação em 31/12/2016”.

Os contribuintes que eram incluídos como dependentes ou que não eram obrigados a entregar a declaração em 2016 e serão obrigados a fazer a sua declaração neste ano, devem informar os imóveis que já faziam parte de seu patrimônio antes do ano de 2016.

O procedimento a ser seguido é o mesmo demonstrado acima, no entanto, como o imóvel já fazia parte do patrimônio do contribuinte antes de 2016, a coluna “Situação em 31/12/2015” não deve ficar em branco e deve ser preenchida com os valores pagos até então ou com o valor total do imóvel.

Por Anneliese Gobbes Faria


Saiba como realizar a declaração de reformas em seu Imposto de Renda 2017.

Muitas pessoas têm dúvidas quando o assunto é declarar reformas no Imposto de Renda. Pensando nisso, preparamos esse artigo, especificando o que deve ou não ser declarado no quesito benfeitorias ao imóvel. Caso você tenha realizado alguma reforma em seu imóvel no decorrer do ano passado, você deve registrar o gasto no Imposto de Renda 2017.

Reformas realizadas em apartamento ou casa servem como um viés para a atualização do valor do seu imóvel na hora de fazer a declaração, uma vez que a Receita Federal não autoriza o reajuste no preço do imóvel, deixando o preço da aquisição imutável, independente do quanto ele tenha valorizado, seja pelo próprio mercado, seja por conta dos índices inflacionários.

Por não ser possível fazer atualização do valor que foi pago pelo imóvel, o preço de compra e de venda pode obter uma diferença considerável, já que a possibilidade do lucro obtido através da venda do imóvel aumenta, enquanto o imposto incidente taxado sobre o preço (15%) fica mais rigoroso.

Sendo assim, ao fazer o registro de benfeitorias, acrescentando valor ao seu imóvel, o contribuinte tem o poder de realizar uma diminuição nessa diferença entre o valor de compra e o preço de venda, lembrando que a medida que essa diferença diminui, diminui consequentemente o saldo do imposto incumbido na venda do imóvel.

O que devo declarar?

Investimentos com ampliação ou construção podem ser acrescentados, inclusive os gastos com contratação de mão-de-obra e materiais de construção. Portanto, desde o valor gasto com cimento e tijolos, até o valor pago a profissionais como pedreiros, eletricistas e encanadores deve ser declarado.

É considerado como melhoria toda e qualquer feitoria que agregue valor ao bem. Desta forma, valores gastos com itens de decoração e afins não devem ser declarados, bem como pagamentos realizados a profissionais de áreas afins. Ou seja, gastos com mobília nova e com desenvolvimento de projetos paisagísticos, por exemplo, não devem ser declarados, pois não entende-se que tais itens agreguem valor ao imóvel em si.

Carolina B.





CONTINUE NAVEGANDO: