Com a crise que assola o País, estrangeiros demonstram interesse em adquirir imóveis em território brasileiro.

O cenário econômico brasileiro tem deixado os estrangeiros de olho no mercado imobiliário do País. Isso porque o ambiente apresenta juros altos, queda das vendas e grandes ofertas de empreendimentos na área imobiliária no Brasil.  Com isso, o setor, que passa por dificuldades, acabou por optar pela venda de ativos, como uma estratégia para se livrar do sufoco financeiro. Esse desespero na venda de ativos vem sendo aproveitada pelos investidores internacionais, que a cada dia estão mais interessados no mercado nacional.

O empreendedor estrangeiro já percebeu que os preços dos imóveis no Brasil estão muito baratos, e o cenário é ideal para eles, já que o dólar está em alta. Esse cenário perfeito para os negociadores estrangeiros vem atraindo importantes empresas, influenciadas pela atuação de grupos como Blackstone, GazitGlobe e Brookfield.

A previsão é de que os preços dos imóveis caiam para os próximos 6 a 12 meses, pelas incertezas econômicas que o país vem enfrentando. De olho nesse lucrativo negócio algumas empresas de consultoria do setor estão mediando negociações de compra para investidores estrangeiros, que estão interessados no possível lucro dos imóveis brasileiros.

Dessa forma, as empresas de consultoria também conseguem burlar a crise, explorando um mercado em potencial mesmo em meio a um cenário pessimista da economia.

O momento também é excelente para quem deseja comprar imóveis já alugados. Os empresários aproveitam-se da tendência dos locatários estarem buscando aluguéis mais em conta ou melhores negociações para mudarem para escritórios de melhor qualidade.

Mas nem só os estrangeiros estão de olho na queda dos preços dos imóveis nacionais: alguns grupos brasileiros também pretendem investir no setor, mas sem pressa. A ideia desses grupos é investir no setor no próximo ano, quando acreditam que a economia já pode estar numa situação mais definida.

Não só os imóveis residenciais e escritórios atraem o olhar dos investidores. Os shopping centers também podem ser um excelente investimento. No ano passado, a empresa estrangeira HSI comprou o  Fashion Mall, localizado no Rio de Janeiro, do Grupo BR Malls, em uma negociação de R$ 175 milhões.

Por Patrícia Generoso

Mercado imobiliário

Foto: Divulgação


Especialistas afirmam que este ano será interessante para quem quer investir em imóveis. Um dos fatores é a insegurança dos bancos, principalmente com a alta do dólar e as incertezas do mercado. Os fatores impulsionam a busca pela casa própria ou o investimento, tendo em vista que 2014 não foi um ano muito bom e a competição entre as construtoras está cada vez mais acirrada.

Se 2014 foi de cautela, 2015 será um ano em que o investidor pode apostar um pouco mais. Copa do Mundo e as eleições fizeram o mercado frear um pouco as vendas e isso acarretou em preços e condições mais atraentes para o consumidor. As coisas vão bem para quem quer morar na casa própria e para quem busca investir em imóveis esperando sua valorização ou mesmo para o aluguel.

Segundo o gerente de negócios imobiliários da Construtora São Benedito, César Moraes, 2014 foi um ano em que os consumidores ficaram mais cautelosos. "Apesar disso foi um ano bom e aproveitável. Para 2015 a expectativa de vendas é boa". Moraes diz que o consumidor está preocupado "com o dinheiro que está no banco" e diante da situação ele deverá investir em imóveis.

"Quem tiver qualquer tipo de dinheiro vai desconfiar de banco, vai desconfiar de aplicações em bolsas, vai desconfiar de qualquer tipo de atropelamento que possa ter. Com o dólar na casa dos R$ 2,70 a melhor moeda será o imóvel tranquilamente".

Em Cuiabá, por exemplo, o metro quadrado custa em média R$ 6,5 mil, dependendo da localização e das características do imóvel. As salas comerciais são de R$ 8 mil. “A localização representa 50% do valor do imóvel hoje”, conclui o gerente de negócios imobiliários da Construtora São Benedito.

A maioria dos imóveis comercializados no país é financiada, principalmente pelas facilidades desse tipo de compra. Tanto os bancos públicos quanto privados estão competindo pelos clientes e isso faz com que apresentem taxas de juros e condições atraentes. A principal dica é pesquisar e não comprar por impulso. 

Por Ana Rosa Martins Rocha

Im?veis


O compromisso dos empresários com investimentos pelo Brasil segue em alta. Após meses de expansão do setor imobiliário, empresas almejam solidificar suas atividades por aqui de várias maneiras. A mais recente notícia, que interessa diretamente aos trabalhadores da construção civil, provém da francesa Carrefour.

A rede, com 114 lojas no Brasil, quer, em sociedade com construtoras, edificar shoppings e prédios comerciais no mesmo local em que seus hipermercados estão instalados. Em princípio, 70 imóveis apresentam bom potencial para projetos dessa magnitude.

A conversa não deve ficar apenas na ideia. Até o final de 2011, a Carrefour realizará dois projetos-pilotos em São Paulo. Nos próximos dias, funcionários da Carrefour Property devem chegar ao Brasil para determinar alguns detalhes do intento. Embora seja uma novidade como já dito, idealização semelhante ocorreu em 2009 com o Grupo Pão de Açúcar.

Os empresários precisam estar alerta, pois o crescimento do setor imobiliário, mesmo de maneira vertical e com aproveitamento de empreendimentos anteriores, deverá esvaziar os terrenos nas regiões metropolitanas. As periferias dos grandes centros e o interior de cidades referenciais devem ser olhados com mais atenção, muito mais do que já é feito.

Por Luiz Felipe T. Erdei


O tempo de imaginar que apenas os grandes centros urbanos apresentavam as melhores oportunidades de emprego já pertence ao passado. Com a instalação de empresas de médio e grande porte nas cidades interioranas, profissionais têm procurado novas oportunidades, mesmo que, para isso, precisam se mudar.

Além dessa constatação, a própria população local passou a usufruir do bom cenário da economia do país, tanto que informações descritas pelo Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP) revelam que os imóveis de dois dormitórios econômicos e de dois quartos sem elevador estão em alta entre os lançamentos no interior paulista.

O sindicato assinala que o crédito bancário mais acessível, o aumento da massa salarial das classes C e D e o programa do governo federal ‘Minha Casa, Minha Vida’ são as principais constatações para esse alçamento.

Em São José do Rio Preto, o índice de lançamentos desses portes chegou a 47,1% do total, percentual similar ao de Bauru (42,4%), mas inferior ao de Sorocaba (57,2%).

O preço do metro quadrado nessas regiões varia de R$ 2 mil a R$ 2,3 mil, podendo chegar de R$ 2,4 mil a R$ 4,9 mil entre os lançamentos mais tradicionais, de alto padrão e com localização privilegiada.

Por Luiz Felipe T. Erdei


Todo e qualquer estudo aponta tanto dados semanais, mensais, trimestrais, semestrais e anuais como, também, projeções atuais e futuras. Cada índice, de diferentes institutos, visa elucidar para a população aquilo que a cerceia, desde sinalizadores sociais aos econômicos.

Na semana passada, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a BM&FBovespa lançaram o primeiro indicador de rentabilidade do segmento imobiliário no país. Trata-se do Índice Geral do Mercado Imobiliário – Comercial (IGMI-C), desenvolvido basicamente pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da própria FGV, com colaboração de 26 entidades e companhias dos setores imobiliário e financeiro.

De acordo com a fundação, a intenção é tornar o IGMI-C uma ferramenta referencial no concernente ao rendimento de imóveis comerciais – como shoppings, escritórios e galpões. Com ela, investidores podem ter outro mecanismo para formarem preços de compra, comercialização e locação.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: FGV


A expansão do setor imobiliário deve ser mais branda em 2011, após meses de intensa atividade por todo o país. De acordo com o Departamento de Economia e Estatística do Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo (Secovi-SP), por meio da Pesquisa do Mercado Imobiliário, 31 mil residências novas foram edificadas em São Paulo entre janeiro e novembro do ano passado, mil unidades a mais em relação ao período análogo de 2009.

A configuração de destaque nesses 11 meses foram os imóveis de dois quartos, responsáveis por 40% das unidades comercializadas. Os lares de três dormitórios, porém, representaram índice não muito abaixo desse, de 32%, enquanto moradias de quatro quartos, 17%. De acordo com a pesquisa, a menor procura foi pelos locais de apenas um dormitório (11%).

Embora medidas de aperto de crédito venham a diminuir as vendas pelo setor, se os prognósticos se confirmarem a diretoria do Sindicato da Habitação crê na continuidade dos bons resultados averiguados no segmento, com crescimento próximo ao índice do Produto Interno Bruto (PIB), calculado (para 2011) em 4,5% pelo Banco Central (BC).

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Band Online


Muita gente, em vários lugares, tem expressado sua preocupação quanto ao estouro da bolha imobiliária brasileira, a exemplo da americana. Pudera, os preços dos imóveis dispararam, particularmente nos últimos dois anos, em todas as grandes cidades. Mas primeiro é necessário, antes, fazer duas perguntas: há mesmo uma bolha? A subida nos preços no Brasil é similar à americana?

Respondendo à primeira pergunta: a intenção deste artigo não é responder com um simples “sim” ou “não” a esta pergunta. Vamos mostrar, ao longo dele, a importância que o crédito tem no preço final dos imóveis e trazer alguns dados inclusive de outras economias para termos uma base de comparação com o que ocorre por aqui. Justamente pelo fato de que o mercado depende de decisões de poucos agentes econômicos, notadamente de políticas governamentais em relação ao crédito e à construção civil, o que temos são probabilidades diante de determinados cenários. Cabe a quem investe analisar se o cenário indica uma subida ou descida nos preços.

Respondendo à segunda pegunta: não, a subida nos preços dos imóveis não é similar. Historicamente, no Brasil, o governo é o grande consumidor de crédito. Prova disso é a taxa de juros que dá lastro aos títulos públicos, a Selic, que sempre foi alta e voltou a ficar acima de 10%. Isso torna o empréstimo de dinheiro para o governo (e a compra de títulos públicos pode ser entendida como tal) muito atrativo, o que aumenta as taxas de juros em toda a economia.

Como tal, o empréstimo para financiamento de novos projetos e bens de consumo é caro, e o baixo volume de crédito imobiliário em relação ao PIB, no Brasil, é reflexo disso. Para contrabalançar, o governo oferece taxas subsidiadas, mais baixas, para financiamento imobiliário. Com o crescimento recente da economia e um menor juro cobrado nessas taxas, o financiamento imobiliário começou a se popularizar.

No entanto, sua presença ainda é tímida. No Brasil, o financiamento imobiliário mal chega a 5% do PIB. Nos EUA, esse índice chega perto de 70%.

Isso não impede que se crie uma situação de bolha. Até porque o financiamento de construtores para tocar seus projetos não costumam ter aquelas vantagens (exceto em casos como o do Programa Minha Casa Minha Vida) que os compradores tem. Em geral, o financiamento das empresas acaba sendo mais caro que aquele disponível para o consumidor final.

Ou seja, tem-se um mercado imobiliário com compras a crédito baseado em construções que precisam, majoritariamente, ser construídas no mercado à vista ou financiadas com dinheiro mais caro. Mesmo que existam programas como Minha Casa Minha Vida e venda de imóveis na planta, o mercado tem uma grande oferta de imóveis com esse tipo de “desequilíbrio”, o que gera menor oferta e maior demanda, jogando preços para cima. Em países como os EUA isso não costuma acontecer, já que as taxas de juros para financiar construções são baixas também.

Alguns dados de outras economias

Mas é curioso que nos EUA aconteceu uma bolha, após décadas de crescimento mais ou menos estável (dados). As pessoas em geral estão relativamente certas ao dizer, em todo o mundo, que os imóveis sempre sobem. Mas com dados ajustados pela inflação, nota-se que há períodos em que há queda no preço real do imóvel, ainda que pequena. O mesmo ocorre na Europa e provavelmente em qualquer lugar do mundo. Neste continente, por exemplo, houve um pico de preços em 1992, após rápida subida, com uma lenta e gradual correção ao longo dos anos subsequentes, até que os preços dos imóveis começassem a subir a partir de 2005, embora numa proporção menor que nos EUA (veja dados da Itália pré-bolha). Essa “bolha” de 1992, em qualquer gráfico que se analise, é também bastante diferente da americana, pois os preços não voltaram com força a patamares “pré-crise”, mas sofreram pequenas correções que, ao longo da década de 1990, chegaram a 20% em poucos lugares.

E é neste ponto que quero chegar. A importância do crédito. Vários analistas atribuem a subida de preços de 1992 a políticas de crédito facilitado e derregulamentação na concessão de empréstimos adotadas na década de 1980. Essa crise, aliás, foi mundial e afetou inclusive os EUA, como se pode ver no primeiro link. Após o crash de 1992, regulamentações foram passadas para dificultar o crédito ruim principalmente na Europa.

Já na crise de 2008, essencialmente americana, alguns analistas atribuem às regulamentações do HUD (Housing and Urban Department, Departamento de Casas e Desenvolvimento Urbano americanos) que não só facilitou o crédito como passou a obrigar instituições financeiras a conceder financiamento a pessoas com poucas possibilidades de honrar seus compromissos. O movimento especulativo que se seguiu e a falta de análise melhor dos riscos por parte de instituições financeiras que seguravam esses papéis fez o resto.

E no Brasil?

No Brasil, vemos um movimento histórico de derrocada nos juros, além de financiamento facilitado para famílias de menor renda. Embora os juros tenham aumentado recentemente, a tendência ainda se mantém. Portanto, podemos ver sim um aumento ainda gradual nos preços dos imóveis face ao aumento do crédito.

Por outro lado, historicamente também o governo deste país tem sido um grande consumidor de crédito. Caso a economia se desequilibre, pode haver alta nos juros, o que quase certamente causaria uma redução na atividade econômica e queda nos preços dos imóveis.

Estamos em período eleitoral, o que sempre traz algumas incertezas. Mas o fato é que a economia tem crescido bem e provavelmente se manterá crescendo a taxas pelo menos próximas de 5% ao ano.

Também há outros indicadores, como fator de renda do aluguel em relação ao preço do imóvel que são importantes. Muito alto e vários investidores se sentem tentados a comprar imóveis para receber renda de aluguel. Muito baixo e vários investidores se sentem tentados a vender seus imóveis para colocar seu dinheiro em outras aplicações.


O preço dos imóveis está bombando em todo o Brasil. Apenas alguns anos atrás, não muito além de 2003, havia até casos de apartamentos em capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba chegavam a ser trocadas por motos de grande cilindrada e carros, mano a mano. Hoje em dia, não se considera carro nem para 10% do pagamento.

Até porque o apartamento que era trocado por moto há 7 anos atrás valia cerca de R$ 60 mil e hoje vale R$ 200 mil (já a moto, uns R$ 10 mil). Uma valorização que se tem verificado em todo o país, e de maneira especialmente dramática em Brasília e Curitiba. Qual a razão? Basicamente, crédito imobiliário.

Os imóveis, hoje, normalmente são comprados com financiamentos longos, de 30 anos, o que era raro anteriormente. Neste caso, mesmo que o preço do imóvel esteja bem mais alto, vale a pena deixar de pagar aluguel para financiar um imóvel, já que se está pagando por uma propriedade. Os preços dos imóveis tem subido a taxas parecidas com as de expansão do crédito imobiliário nos últimos anos.

O crédito imobiliário tem crescido a taxas superiores a 20% desde 2005, indo de 1,4% do PIB em 2005 para 2,2% em 2008. Para este ano, há quem espere expansão ainda maior, de 45% ao ano até 2015, para chegar a 11,4% do PIB em 2014. Os números podem parecer impressionantes, mas não são. O crédito imobiliário é, hoje, 2,9% do PIB. Em comparação, no México esse número chega a 9%, no Chile a 17% e nos EUA (não um exemplo muito bom) a 65% (dados de Nelson Schver Advogados).

Ou seja, ainda há sim muito espaço para o crescimento do crédito. Se o movimento continuar, a tendência é que mais pessoas troquem seus alugueis por financiamento, o que pode sim pressionar o preço para cima. Por outro lado, há muita oferta de imóveis novos e um limite à capacidade de endividamento das famílias, o que coloca um freio no crescimento dos preços. Cabe notar também que a economia tem crescido aceleradamente, chegando a ficar, no primeiro trimeste de 2010, 9% acima do primeiro trimestre de 2009. No entanto, o crescimento vem com pressão inflacionária e, para segurar, o governo já aumentou a taxa Selic para patamares acima de 10% ao ano novamente. Taxas de juros maiores tornam a compra de imóvel menos atraente como investimento.


Contrariando os quatro meses anteriores de crescimento, as vendas de imóveis residenciais usados nos Estados Unidos caíram em 2,7%. O resultado frustrou a expectativa dos economistas daquele país, que aguardavam alta de 2,9%.

Para Lawrence Yun, economista da Associação Nacional dos Corretores de Imóveis dos EUA, o ritmo de vendas no mês de agosto foi o mais altivo durante quase dois anos, principalmente em julho de 2009, quando houve elevação comercial em 5,24 milhões de dólares.

Entretanto, as vendas de imóveis usados de agosto deste ano para o mesmo período do ano passado subiu exatos 3,4%, mesmo o preço médio deste segmento baixando para quase US$ 178 mil nos últimos doze meses – uma queda de 12,5% no valor.

Por Luiz Felipe T. Erdei




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