Com a crise econômica no Brasil, as pessoas estão retirando o dinheiro da poupança e isso interfere no crédito para a aquisição da casa própria, que tem ficado cada vez menor.

Com a inflação em alta, deixar dinheiro na poupança já não é tão vantajoso, aliás, quem tem dinheiro na poupança está tendo prejuízo. Desta forma, o brasileiro está tirando suas economias da poupança e com a queda do saldo na caderneta de poupança, o crédito para a casa própria tem ficado cada vez menor.

Neste ano, até o mês de agosto, os saques já superaram os depósitos em mais de R$ 48 bilhões e com isso as restrições ao crédito estão só aumentando, dificultando para o brasileiro que pretendia comprar agora a sua casa própria, principalmente a população da classe média, que é uma faixa da população que consegue no SBPE – Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, as melhores condições do mercado por causa das taxas serem menores.

Flávio Prando, vice-presidente do SECOVI de São Paulo, disse que o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal estão operando acima do que é exigido de repassar ao SFH 65% do valor depositado na poupança.

Ainda de acordo com Prando, a tendência é que este quadro piore nos próximos meses, pois a taxa Selic não apresentará uma queda o que faz com que investir na caderneta de poupança não atraia ninguém e quem já está, aos poucos vai buscando outros investimentos para deixar seu dinheiro.

Cláudia Magalhães, que é pesquisadora na USP, revela que os bancos privados tenham apenas 40% dos valores, voltados para o financiamento de moradia pelo SFH. É que o ambiente econômico não favorece este empréstimo, pois o custo do financiamento vem subindo muito e as famílias estão tendo este acesso restringido.

Um projeto de lei propõe o FGTS igualar à poupança, o que trará mais dificuldade ainda para o crédito habitacional, pois o FGTS é o principal recurso para se obter financiamento para o "Minha Casa Minha Vida", com taxas que vão de 4% a 6,6%. Se este projeto for mesmo aprovado, a remuneração do fundo vai de 3% para 6% e a classe média baixa ficará impossibilitada de ter acesso a este crédito.

Por Russel

Casa própria


No ano passado foram concedidos cerca de R$ 79,9 bilhões em financiamentos de imóveis que foram usados para a compra de 493 mil unidades.

Segundo os dados do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) o uso dos recursos da poupança para financiamento para compra e construção de imóveis aumentou 42%.

Em 2011 a quantidade de unidades financiadas foi 17% maior se comparado a 2010, em números essa porcentagem significa R$ 23,7 bilhões a mais que no ano anterior.

O aumento dos financiamentos se deu porque a taxa de desemprego diminuiu e os trabalhadores estão ganhando melhor e com isso têm o poder de compra aumentado.

Embora esses resultados sejam positivos a Associação Brasileira das Entidades de Crédito e Poupança (Abecip) tinha previsão que o volume chagaria a R$ 85 bilhões em 2011, mas devido à falta de mão de obra qualificada e algumas questões climáticas o resultado foi menor.

A previsão para esse ano é que a quantia de financiamento cresça 30% em relação aos resultados de 2011 chegando a R$ 103,9 bilhões contando apenas com os recursos de poupança.

Contando o financiamento através do SBPE e do FGTS foram mais um milhão de unidades financiadas.

Por Jéssica Posenato

Fonte: G1


A Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) expôs que o financiamento imobiliário a partir de recursos originados da poupança estabeleceu recorde no ano passado, tanto no número de unidades quanto em valor. De acordo com dados mais aprofundados, o valor financiado atingiu pouco mais de R$ 34 bilhões, estabelecendo, pois, um aumento de 13,3% em comparação com 2008.

As unidades financiadas conquistaram a marca de quase 303 mil, quase 3 mil a mais que em 2008, ocasião na qual já havia sido constatado um recorde, conforme informações apregoadas pela Agência Estado.

Na mesma reportagem, foi divulgado que a Abecip projeta que a utilização do crédito habitacional com recursos da poupança deve ascender 50% neste ano. Em 2009, a captação líquida – depósitos menos retiradas – originada de recursos da poupança aumentou aproximadamente 11%.

Confira mais informações aqui.

Por Luiz Felipe T. Erdei





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