Saiba aqui onde o preço dos imóveis mais subiu e caiu em São Paulo no ano de 2017.

Quem precisou comprar ou vender imóveis em São Paulo no ano passado teve muito trabalho, pois os preços tiveram uma variação muito grande e para não ficar no prejuízo foi preciso paciência e muita pesquisa. São Paulo é a maior cidade do Brasil, uma das maiores do mundo e tem imóveis para todos os gostos e estilos, nas mais diferentes regiões. Encontrar o menor preço, para quem quer comprar ou conseguir um valor mais elevado, para quem deseja vender, é uma verdadeira maratona.

Apesar da crise que assolou o país em 2017 e fez muita gente adiar o plano da casa própria, vários locais em São Paulo registraram uma alta no preço. Esse ano, quem está pensando em sair do aluguel precisa acompanhar bem esta variação de preços porque não basta apenas gostar de um bairro para resolver comprar o imóvel neste local, é preciso saber como ficou a alta nos preços dos imóveis por lá.

O Imovelweb, um dos maiores portais imobiliário do Brasil, fez um levantamento e encontrou as zonas e também os bairros da capital paulista em que foi registrado um aumento nos valores dos imóveis. O portal também relacionou os locais que registraram queda no preço. No centro da cidade, por exemplo, foi onde o preço dos imóveis mais subiu, chegando a 2,9% em 2017. Por lá, o preço médio do metro quadrado do imóvel ficou em R$ 8.239,00. Já na região Nordeste foi o contrário, o registro foi de grande queda nos valores, chegando a 2,6% e o preço médio do metro quadrado do imóvel nesta zona ficou em R$ 6.169,00.

Para deixar o levantamento mais completo, o Imovelweb analisou os preços de apartamentos com 2 quartos de 65m² e uma vaga na garagem e constatou que é sempre bom não fechar negócio de cara e tentar negociar, principalmente nos bairros em que foi registrado uma queda no preço dos imóveis. Nestes locais os proprietários ainda tentam fechar um bom negócio, mas sabem que vai ser preciso reduzir um pouco no valor para ficar na média e o comprador sabendo disso precisa aproveitar a ocasião para economizar um pouco mais, até porque depois da compra vem os gastos com transferência, cartório, registros e ainda tem a compra dos móveis, decoração, entre outros gastos.

Confira as zonas onde o preço dos imóveis mais subiu e caiu em São Paulo, no ano passado:

  • Centro: aumento de 2,90%.
  • Oeste: aumento de 0,40%.
  • Centro-Sul: aumento de 0,60%.
  • Sudeste: queda de 0,20%.
  • Noroeste: aumento de 0,40%.
  • Sul: queda de 1,30%.
  • Leste: queda de 0,20%.
  • Nordeste: queda de 2,60%

Em relação aos bairros, os que registraram maior alta no preço médio dos imóveis foram: Ibirapuera e Vila Nova Conceição, na zona Sul de São Paulo. É interessante observar que a zona Sul, de um modo geral, registrou queda no preço dos imóveis, de 1,30%, mas estes dois bairros da região apresentaram aumento nos preços, por isso, é tão importante pesquisar.

Veja abaixo os bairros onde houve aumento no preço médio dos imóveis no ano passado.

  1. Sé: 25,4%
  2. Jardim Vitória Régia: 15,3%
  3. Vila Ida: 15,20%
  4. Jardim Saúde: 15,0%
  5. Lapa de Baixo: 13,9%
  6. Várzea da Barra Funda: 10,8%
  7. Vila Buarque: 9,5%
  8. Jardim Arpoador: 9,4%
  9. República: 8,8%
  10. Vila Emir: 8,7%

E abaixo, os bairros que apresentaram maior queda no preço dos imóveis em 2017:

  1. Cj. Padre Manoela da Nóbrega: 39,0%
  2. City América: 12,8%
  3. Jardim Santa Ifigênia: 10,5%
  4. Cj. Residencial Butantã: 10,1%
  5. Vila Vermelha: 9,8%
  6. Vila Marieta: 9,8%
  7. Cidade S. Francisco: 9,7%
  8. Vila Caraguatá: 9,5%
  9. Engenheiro Goulart: 9,0%
  10. Sítio da Figueira: 8,3%

Com essa relação é possível saber onde fica mais fácil conseguir negociar um bom preço e também onde você terá que pagar mais caro, devido à alta no valor dos imóveis.

Por Russel


Com tantas notícias sobre a alta do mercado imobiliário no Brasil – crescimento de 23,6% nas vendas de imóveis residenciais novos em 2013, com 33.319 unidades vendidas, contra 26.958 unidades vendidas em 2012 – há especialistas que acreditam em um movimento contrário a essa agitação imobiliária em 2014.

É o caso do presidente do Secovi-SP, Cláudio Bernardes, que acredita em uma estabilização nesse mercado. Bernardes fala em estabilidade dos preços de imóveis novos em 2014, em termos reais, ou seja, deduzindo a inflação. A não ser, segundo ele, que haja aberrações, como foi o caso da cidade de São Paulo, que em 2013 teve um aumento de participação dos imóveis de um quarto, aumentando assim o preço médio do metro quadrado.

Bernardes acredita que a atenção das pessoas será desviada com o advento da Copa do Mundo e das Eleições. Nessa última questão, a situação se intensifica, já que em época de campanhas a economia fica instável por não conhecer o futuro guiador do país.

Parece ainda uma contradição, já que o Balanço do Mercado Imobiliário 2013 da própria Secovi-SP indica que o preço médio do metro quadrado na Capital Paulista passou de R$ 7.200 em 2012 para R$ 8.700 em 2013.

Entretanto o economista-chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, explica que essa elevação se deve especialmente ao aumento da participação dos apartamentos de um quarto nas vendas. Os locais de um dormitório foram os grandes puxadores de preços e vendas no ano passado, com 8.931 unidades vendidas, um crescimento de 99,7% em relação a 2012, quando foram comercializadas 4.202 unidades.

Segundo Petrucci, o crescimento do mercado imobiliário em 2013 foi até além do esperado. Mesmo o mercado em geral indo mal, os especialistas continuaram dando como certo o crescimento imobiliário para o ano que passou.

Para explicar o porquê da alta dos imóveis indo na contramão do mercado em geral, o economista cita o crescimento da população economicamente ativa, a melhoria da qualidade de vida das famílias, o aumento do poder aquisitivo, o baixo nível de desemprego e o baixo custo do crédito imobiliário como os pilares dessa alta imobiliária.

Por Carolina Miranda


A dificuldade de encontrar terrenos disponíveis para a expansão imobiliária, a mão de obra cada vez mais alta e a crescente demanda por habitação nas cidades, aumentam gradativamente os preços dos imóveis comercializados.

O dilema das construtoras e incorporadoras é exatamente incorporar empreendimentos que se adequem a ocupação da cidade e aos altos preços praticados para a implantação do projeto.

Com a crescente demanda para aquisição do imóvel próprio, os bancos e seguradoras passaram a oferecer mais créditos imobiliários, atendendo às recorrentes obras de ocupação urbana e gerando oportunidades para as classes mais baixas. Desde então, as empresas relacionadas à Construção Civil se encontraram em meio à necessidade de aquisição de novos terrenos para os empreendimentos, o que proporcionou ainda mais valorização nos mesmos.

De acordo com os especialistas, programas de incentivo à habitação para a Classe C, como o Minha Casa Minha Vida, impulsionaram o crescimento do setor, diminuindo os riscos praticados e possibilitando a sua execução em áreas em fase de valorização imobiliária.

Hoje, o setor imobiliário encontra-se voltado mais para a situação de oferta do que a de demanda. Isso ocorre devido à necessidade de construção de moradias para a classe média e devido à dificuldade de encontrar solo para a implantação nas áreas de concentração de renda da população.

Mesmo com o crescimento do interesse pela casa própria, as empresas afirmam que o crescimento dos terrenos, produtos e mão de obra, não poderá ser maior. Isso porque deve ocorrer um nivelamento de tarifas e valores para a continuidade do crescimento do setor.

Por G.Produções





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