Saiba como realizar a declaração de reformas em seu Imposto de Renda 2017.

Muitas pessoas têm dúvidas quando o assunto é declarar reformas no Imposto de Renda. Pensando nisso, preparamos esse artigo, especificando o que deve ou não ser declarado no quesito benfeitorias ao imóvel. Caso você tenha realizado alguma reforma em seu imóvel no decorrer do ano passado, você deve registrar o gasto no Imposto de Renda 2017.

Reformas realizadas em apartamento ou casa servem como um viés para a atualização do valor do seu imóvel na hora de fazer a declaração, uma vez que a Receita Federal não autoriza o reajuste no preço do imóvel, deixando o preço da aquisição imutável, independente do quanto ele tenha valorizado, seja pelo próprio mercado, seja por conta dos índices inflacionários.

Por não ser possível fazer atualização do valor que foi pago pelo imóvel, o preço de compra e de venda pode obter uma diferença considerável, já que a possibilidade do lucro obtido através da venda do imóvel aumenta, enquanto o imposto incidente taxado sobre o preço (15%) fica mais rigoroso.

Sendo assim, ao fazer o registro de benfeitorias, acrescentando valor ao seu imóvel, o contribuinte tem o poder de realizar uma diminuição nessa diferença entre o valor de compra e o preço de venda, lembrando que a medida que essa diferença diminui, diminui consequentemente o saldo do imposto incumbido na venda do imóvel.

O que devo declarar?

Investimentos com ampliação ou construção podem ser acrescentados, inclusive os gastos com contratação de mão-de-obra e materiais de construção. Portanto, desde o valor gasto com cimento e tijolos, até o valor pago a profissionais como pedreiros, eletricistas e encanadores deve ser declarado.

É considerado como melhoria toda e qualquer feitoria que agregue valor ao bem. Desta forma, valores gastos com itens de decoração e afins não devem ser declarados, bem como pagamentos realizados a profissionais de áreas afins. Ou seja, gastos com mobília nova e com desenvolvimento de projetos paisagísticos, por exemplo, não devem ser declarados, pois não entende-se que tais itens agreguem valor ao imóvel em si.

Carolina B.


Com bom crescimento nos últimos meses e acompanhando a expansão do setor imobiliário, a comercialização doméstica de materiais de construção ascendeu 6,96% em dezembro de 2010 perante mês igual de 2009. Por outro lado, no confronto com novembro do ano passado houve arrefecimento de 8,88%.

Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), as vendas de componentes de acabamento ilustraram avanço de 17,9% no mês passado sobre dezembro de 2009, ao mesmo instante que materiais básicos avançaram 1,4%, na mesma base comparativa.

Para Melvyn Fox, presidente da associação, o resultado é proveniente do início de inúmeras obras em 2008, ocasião em que ocorreu aumento de materiais considerados como básicos. Contudo, boa parte dos empreendimentos atravessa, atualmente, etapas de conclusão.

A Abramat assinala que o segmento de materiais conquistou no ano passado crescimento de 12,14% no quesito faturamento, extrapolando inclusive a alta de 12% estimada anteriormente. Para 2011, por outro lado, a entidade prevê incremento de 9%, mesmo com a dilatação da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para até 31 de dezembro.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Reuters





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